Projeto Karajá forma mais de 120 agentes ambientais indígenas para fortalecer a gestão territorial no Tocantins

2025-12-18

Em novembro, o Projeto Karajá, no âmbito do Programa Floresta+ Amazônia, desenvolvido pela Humana Brasil e pela Associação Iny Mahadu, reuniu mais de 120 participantes da iniciativa com o objetivo de incentivar o protagonismo indígena e fortalecer a gestão territorial do povo Karajá, no lado ocidental da Ilha do Bananal, no Tocantins.

A iniciativa promoveu uma capacitação com foco na formação de agente ambientais, na Terra Indígena Parque do Araguaia, envolvendo as aldeias Macaúba, Fontoura e Santa Isabel. A atividade combinou teoria e prática, com temas voltados para primeiros socorros, meio ambiente e preservação da fauna, além de conteúdos relacionados à PNGATI (Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas).

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Projeto Karajá forma mais de 120 agentes ambientais

Para Idvandro Brito, coordenador do projeto, esses conhecimentos ampliam a capacidade de articulação com órgãos públicos e contribuem para a reivindicação efetiva de direitos.“Os agentes ambientais devem atuar como guardiões da floresta, em articulação permanente com os órgãos públicos. Essa atuação fortalece a segurança das comunidades indígenas diante da invasão de aventureiros nos territórios e reforça o sentimento de pertencimento, bem como o cuidado contínuo com a terra”, afirma o coordenador. 

Além disso, o Projeto Karajá inclui a construção de três bases de vigilância, reforçando a proteção da sociobiodiversidade e a segurança das comunidades. A instalação das bases é  complementada pela aquisição de diversos equipamentos, como câmeras de vigilância, drone, veículo e motores de popa, que ampliam a capacidade de deslocamento em áreas alagadas e qualificam as ações de monitoramento, além de celulares, notebook e gerador de energia solar.

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Durante o curso, os participantes aprenderam a manusear drones

Durante o percurso formativo, os participantes também aprenderam a manusear drones como ferramenta de apoio ao monitoramento territorial e à vigilância ambiental. “Na prática, a proteção territorial ocorre com a atuação direta dos agentes indígenas no monitoramento contínuo do território, em articulação com os órgãos públicos para prevenir invasões”, complementa Idvandro.  

O Projeto Karajá é realizado no âmbito do Programa Floresta+ Amazônia, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Fundo Verde para o Clima e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

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