Bases de vigilância e uso de drones reforçam proteção de aldeias indígenas no Tocantins

2026-01-28

Tecnologia e conhecimento tradicional fortalecem o protagonismo indígena com o Projeto Karajá, realizado no âmbito do Programa Floresta+ Amazônia. A iniciativa da Humana Brasil foi concluída com a entrega das bases comunitárias de vigilância nas aldeias Fontoura, Mirindiba, Santa Isabel e Macaúba, na Terra Indígena Parque do Araguaia, Ilha do Banana, Tocantins. 

Ao todo, três bases de vigilância foram construídas, com o apoio integral das comunidades, reforçando a proteção da sociobiodiversidade e a gestão territorial das aldeias. Para colocar as bases em funcionamento, mais de 120 indígenas participaram da formação de agentes ambientais. A capacitação combinou teoria e prática, com conteúdos sobre primeiros socorros, meio ambiente e preservação da fauna e temas relacionados à PNGATI (Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas).

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O Projeto Karajá instalou bases comunitárias na Ilha do Bananal

“Nós, jovens Karajá da Ilha do Bananal, estamos muito felizes com o trabalho da Humana e do PNUD em nossa comunidade. O jovem tem pouca oportunidade de ocupação. Agora temos uma base de monitoramento do território e fomos formados como agentes ambientais indígenas. Somos os guardiões da floresta do nosso território!”, declara Ixydeari Karajá, da aldeia Macaúba, Norte da Ilha do Bananal.

Durante o percurso formativo, os participantes também aprenderam a manusear drones como ferramenta de apoio ao monitoramento territorial e à vigilância ambiental. “Esses conhecimentos contribuem para a reivindicação de direitos, impulsionam a segurança das comunidades diante da invasão de aventureiros nos territórios e reforça o cuidado contínuo com a terra”, explica Idvandro Brito, coordenador de projetos da Humana Brasil.  

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A iniciativa também formou agentes ambientais

A instalação das bases foi complementada pela aquisição de diversos equipamentos, como câmeras de vigilância, drone, veículo e motores de popa, que ampliam a capacidade de deslocamento em áreas alagadas, além de celulares, notebook e gerador de energia solar, qualificando ainda mais as ações de monitoramento.

O Projeto Karajá foi realizado no âmbito do Programa Floresta+ Amazônia, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Fundo Verde para o Clima e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

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