Futebol que transforma: 120 crianças e adolescentes indígenas da Ilha do Bananal integram escolinha da Humana Brasil

2025-12-09

A transformação de vidas por meio do esporte já é uma realidade nos projetos da Humana Brasil. A organização demonstra, por exemplo, como atividades esportivas podem ser um instrumento de inclusão social para as novas gerações indígenas. Na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia (TO), o Projeto Saúde Indígena Javaé desenvolve uma escolinha de futebol que atende 120 crianças e adolescentes das aldeias Canuanã, São João, Maranin Hawa e Txuiri.

No projeto, a prática esportiva é impulsionada de forma integrada à vivência das comunidades, reforçando o sentimento de pertencimento e valorizando os saberes dos povos originários. Durante os treinos, os participantes aprimoram habilidades físicas, emocionais e sociais, como disciplina e autoestima, além de aprenderem a estabelecer objetivos, lidar com desafios e reconhecer o próprio potencial, elementos cruciais para o fortalecimento do protagonismo juvenil. 

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O Projeto Saúde Indígena Javaé acontece em quatro aldeias de Formoso do Araguaia (TO)

“A escolinha de futebol ajuda as crianças e adolescentes a crescerem como pessoas, aprendendo valores como respeito e amizade. Além disso, a iniciativa valoriza a cultura indígena e fortalece o orgulho pelas tradições. O projeto estimula o desenvolvimento da autoconfiança e da responsabilidade, abrindo novas possibilidades para o futuro e ajudando a formar cidadãos comprometidos com a comunidade”, explica Deborah Damasceno, coordenadora de projetos da Humana Brasil.

Ao longo dessa jornada, a equipe da Humana Brasil também realiza ações voltadas à conscientização ambiental, como mutirões de limpeza nas aldeias e o plantio de mudas de árvores ao redor do campo, sob o cuidado dos próprios alunos. “Com essas práticas, os participantes têm demonstrado maior atenção à preservação do meio ambiente, cuidando melhor da limpeza das aldeias e se comprometendo com a conservação dos espaços comunitários”, acrescenta Deborah.

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A iniciativa da Humana Brasil também promove ações de conscientização ambiental

As atividades da escolinha também refletiram positivamente no desempenho escolar dos participantes, que se tornaram mais motivados, dentro e fora da sala de aula. Esse engajamento é incentivado no projeto, e a adolescente Ximaruaki Herinaru, de 17 anos, da aldeia Maranin Hawa, é grata por isso: “Gostaríamos de agradecer à Humana Brasil pelo trabalho incrível desenvolvido nas comunidades indígenas. Cada aula teórica e prática está sendo de grande aproveitamento. Obrigada, Humana Brasil!”, afirma a participante. 

Trabalho ombro a ombro 

Para cada etapa da escolinha, a Humana Brasil conta com o apoio das lideranças comunitárias. Esse trabalho colaborativo é encorajado durante os treinos, com participantes atuando em equipe no ambiente esportivo. As aldeias ainda se reúnem em partidas amistosas promovendo integração e troca de experiências entre os jovens. 

“Esse projeto é de grande importância para nós, aqui e nas aldeias vizinhas. Vocês fazem um ótimo trabalho. Que possam expandir esse projeto para outras comunidades do território indigena”, afirma o cacique Helio Wele Tekuala, da aldeia Maranin Hawa. 

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O  projeto atende 120 crianças e adolescentes indígenas

Além do esporte, o Projeto Saúde Indígena Javaé promove encontros semanais de bem-estar, contribuindo para a prevenção de doenças e para o estímulo ao empoderamento de cerca de 80 mulheres indígenas. A iniciativa conta com a parceria do Banco Daycoval, da RD Saúde, da Drogasil, da Prefeitura Municipal de Formoso do Araguaia, da Secretaria de Assistência Social de Formoso do Araguaia, e com o apoio da Associação Conjaba.

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