
Entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém-PA, a Humana Brasil participa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), reforçando seu compromisso em impulsionar soluções climáticas que têm origem nos territórios e fortalecem um futuro mais justo e sustentável. A organização sem fins lucrativos chega à COP30 destacando que o impacto climático efetivo começa nas comunidades.
Com quase duas décadas de atuação em diferentes biomas do país, a Humana Brasil apresenta resultados concretos de iniciativas que integram adaptação climática, inclusão social e valorização dos saberes locais. Sua abordagem na COP30 envolve quatro eixos:
A organização desenvolve ações que fortalecem o uso sustentável dos recursos naturais. Entre as experiências destaca-se o trabalho com fitoterápicos e plantas medicinais, que mobilizam agricultores familiares e comunidades tradicionais na gestão de espécies nativas. No semiárido, o programa Caatinga Sustentável fortalece redes comunitárias resilientes em territórios de alta vulnerabilidade climática, com capacitações e assistência técnica contínua.
Desde 2007, a Humana Brasil atua para fortalecer o protagonismo juvenil na construção de soluções para as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável. Especialmente no Estado do Pará, jovens do Marajó, participantes dos projetos da organização, têm se mobilizado para promover ações que unem ativismo, educação ambiental, valorização cultural e engajamento comunitário. O Centro de Treinamento América Latina, também promovido pela Humana Brasil, contribuiu para a formação de 120 novas lideranças comprometidas com a justiça climática e a sustentabilidade dos territórios.
Por meio do projeto Repense Reuse, a Humana Brasil atua no reaproveitamento e na destinação sustentável de têxteis pós-consumo, contribuindo para reduzir o desperdício e os impactos ambientais da cadeia da moda. São quase 500 contêineres de coleta distribuídos em seis cidades e dois centros de triagem que separam e destinam o material para reutilização, transformação ou reciclagem. Parte das peças é revitalizada e comercializada em cinco Lojas Humana em Salvador, fortalecendo o consumo consciente. Em 2024 o projeto evitou que 430 milhares de toneladas de têxteis fossem enviadas a aterros sanitários e reduzindo emissões de gases de efeito estufa associadas à produção de novas roupas.
Na Amazônia Legal, a Humana Brasil atua ao lado de povos indígenas, ribeirinhos e organizações locais na proteção da sociobiodiversidade. No Programa Floresta+ Amazônia, em parceria com organizações indígenas, ações de recuperação ambiental vêm sendo desenvolvidas em diferentes territórios. No Pará, o projeto Uzudy apoia comunidades da Terra Indígena Cachoeira Seca na consolidação de meios de vida sustentáveis e autonomia local. No território Karajá, Tocantins, o Programa promove gestão territorial com formação, intercâmbios e assistência técnica.
Durante a COP30, a Humana Brasil participa de painéis e encontros, com destaque para o painel “Ação Local, Impacto Global: Juventudes da Amazônia construindo Justiça Climática”, no dia 20 de novembro, das 9h30 às 11h, no Ateliê 03 da Escola de Economia Criativa, na Zona Verde.
Para conhecer mais sobre as iniciativas, integrar discussões ou estabelecer parcerias, a Humana Brasil poderá ser encontrada em atividades na Zona Verde e também em encontros na Zona Azul ao longo do evento. Interessados em dialogar com a organização podem entrar em contato pelo e-mail: