
Neste ano, a Humana Brasil abriu seu Centro de Treinamento com a primeira turma em Jaborandi, na Bahia. O treinamento é direcionado a jovens e adultos da América Latina que colaboram com as organizações membros da Humana People to People no Brasil, Equador e Belize e que queiram estar na linha de frente da luta contra fenômenos desumanizantes, como pobreza, analfabetismo e questões climáticas.
Durante três meses, os participantes do programa viveram no centro, onde estudaram, debateram e construíram novas capacidades e habilidades. Além disso, organizados em pequenos grupos, eles viajaram para comunidades situadas no Piauí, Goiás e Bahia, e encontraram pessoas e comunidades que enfrentam desigualdade, vulnerabilidade socioeconômica e a falta de políticas públicas de qualidade.
O contato com essas realidades e a compreensão de suas lutas impactaram os participantes de forma intensa, levando-os a querer entender as causas desses problemas e buscar soluções. “Ser ativista não é só no teórico, por isso ensinamos como organizações e povos em todo mundo se juntaram para implementar mudanças necessárias na vida”, afirma Anne Lausen, coordenadora do Centro de Treinamento.
O participante Matheus Cardoso, de 20 anos, conta que além de ter adquirido novas habilidades, a iniciativa ficará marcada em sua vida. “Esse período foi um dos melhores da minha vida. Consegui aprender mais sobre América Latina, mudanças climáticas, aprendi a conseguir fundos e a cuidar da terra. Quero ser um ótimo líder ativista para influenciar mais pessoas para se juntarem a mim e efetuar mudanças”, ressalta o jovem de Quijingue-BA.
Com esse intercâmbio social, os participantes tiveram a experiência da convivência com comunidades vulneráveis e executaram ações comunitárias, como construção de hortas, plantio de árvores, coleta de resíduos e outras atividades ambientais, a exemplo de palestras sobre o aquecimento global e mudanças climáticas.
A baiana Rudiele da Silva, de 19 anos, residente de Cansanção, explica que, deixando a sua realidade rotineira, pôde alcançar aprendizados inesquecíveis. “Saindo da zona de conforto, pude ver tudo de outra forma e a força de vontade de fazer as coisas foi despertada. Irei levar para minha vida como me expressar, entender o lado do próximo e ajudar no que puder. Com novos conhecimentos e dedicação, irei colocar em prática o que aprendi, lutando e aplicando da melhor forma possível”, diz a jovem.
Próximas turmas
No fim do treinamento, os participantes se tornam líderes ativistas e cidadãos globais, capazes de resolverem problemas para além das fronteiras e contribuir com a evolução dos projetos sociais da Humana Brasil. “A primeira equipe do Centro de Treinamento da Humana Brasil foi concluída em abril, com 10 jovens do Brasil e 1 de Belize”, explica Anne. Em maio, mais uma turma de líderes será formada e iniciarão o programa de três meses.







